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31/10/2018 15:11h

Fritz discute políticas públicas para autistas

Fritz discute políticas públicas para autistas

O vereador Enfermeiro Fritz (PSD) presidiu ontem uma Audiência Pública sobre as estratégias para efetivação de políticas públicas às pessoas com Transtornos do Espectro Autista. O evento contou com a presença de autoridades e representantes do terceiro setor que definiram a necessidade de um mapeamento e cadastro dos portadores da síndrome na Capital, como forma de maximizar as políticas e individualizar o tratamento.

“Trabalhamos com indicadores e perfis. Essa audiência tem o objetivo proporcionar esse estudo, para, assim, começarmos discutir o tema de maneira efetiva. É isso que Campo Grande tenta desenvolver”, afirmou Fritz.

Entre os temas debatidos, estiveram políticas para inclusão dos autistas, seja nas instituições de ensino ou no mercado de trabalho, esclarecimentos sobre diagnóstico e tratamento, além das legislações vigentes para assegurar mais qualidade de vida àqueles diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“O tratamento para autista é terapêutico. Se meu filho não tem as terapias adequadas, é a mesma coisa que dar um remédio errado para alguém. Paciente autista não pode ter alta, pois, uma vez autista, ele vai morrer autista. Ele tem que ser constantemente estimulado, pois, se isso não ocorrer, ele regride”, lamentou a diretora da AMA (Associação de Amigos do Autista), Mara Rubia Gamon.

Em dezembro de 2012, entrou em vigor a lei federal 12.764 que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Austista, que estabeleceu série de diretrizes para assegurar direitos.  A Câmara de Vereadores também aprovou, no ano passado, a Lei 5863/17, que institui no âmbito do Município de Campo Grande, Política Pública para Garantia, Proteção e Ampliação dos Direitos das Pessoas com Autismo.

Para a defensora pública Eni Maria Diniz, as leis estão apenas no papel. “Infelizmente, não está funcionando. Em 2014, a Defensoria Pública ficou atenta, por conta de demandas individuais, aos problemas das pessoas com autismo. Fizemos audiências públicas, reuniões, e se chegou a conclusão de que nada que estava preconizado na lei era cumprido. Nenhuma criança tinha tratamento individualizado, não havia o diagnóstico precoce”, afirmou.

O autismo é um transtorno de desenvolvimento que compromete as habilidades de comunicação e interação social, além de ser caracterizado por padrões repetitivos de comportamento.

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