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11/04/2019 12:45h

Fritz participa de audiência pública em Brasília sobre o autismo

Fritz participa de audiência pública em Brasília sobre o autismo

Para promover maior inclusão, identificação e conscientização sobre as garantias sociais das pessoas com Espectro Autista (TEA), o vereador de Campo Grande, enfermeiro Fritz (PSD), participou, na tarde desta quarta-feira (10), de um encontro na capital federal, representando a Câmara de Vereadores. Durante o evento, que foi sendo realizado na Câmara dos Deputados e teve como tema “A pessoa autista e o sistema de saúde no Brasil”, foram debatidos pontos que ainda estão precisando de ajustes, como a promoção da qualidade de vida, o acesso aos medicamentos, atendimento específico e a melhoria do diagnóstico precoce da doença.

A audiência pública foi proposta pelo deputado federal Fábio Trad (PSD) e contou com palestras do diretor-presidente do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab) em Brasília, Fernando Cotta; da pedagoga e coordenadora estadual do Movimento Orgulho Autista Brasil (Moab) no Mato Grosso do Sul, Carolina Spínola Alves Correa; do médico psiquiatra, PhD em Saúde Mental e professor do curso de Medicina da Universidade do Estado de Mato Grosso do Sul (UEMS), José Carlos Rosa Pires de Souza; da vice-presidente da organização Pais e Responsáveis Organizados pelos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista do Mato Grosso do Sul (Pro D Tea), Naina Dibo Soares; e da vice-presidente da Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Mato Grosso do Sul (AMA), Flávia Caloni Gomes.

Segundo estimativa da Pro D Tea, existem cerca de 9 mil pessoas com o transtorno em Campo Grande, mas somente 1.600 famílias participam da associação. Na rede pública municipal de ensino, existem 1.130 estudantes que foram identificados com a síndrome. O encontro realizado em Brasília proporciona maior visibilidade para que as pessoas que possuam entes com o transtorno façam o cadastro nos órgãos para que as ações possam atender a todos de maneira extensa e ágil.

“É essencial que a população entenda que esse transtorno não prejudica a pessoa, mas também precisamos buscar caminhos para que possamos identificar precocemente a doença e encontrar alternativas para que ela possa ser inserida na sociedade”, destacou Fritz.

Naina Dibo reforçou que um dos problemas enfrentados pelos pais de crianças autistas acontece quando vão matricular os alunos nas escolas. De acordo com ela, há um crescimento no número de pessoas diagnosticadas com a síndrome e o sistema educacional não está preparado para atender essa demanda. Ela alertou também que há ainda um aumento no número de diagnósticos e o Sistema Único de Saúde não está preparado para atender essa demanda. “Temos quase 8.000 pessoas no sisreg à espera de um neuro. O atendimento psicossocial dispersado ao autista hoje é tão ineficaz que os próprios CAPS não sabem o que fazer com os autistas. Não é digno colocar o autista em CAPS. Existe uma urgência de discutirmos sobre políticas públicas para o atendimento na saúde na educação e também das famílias”.

A vice-presidente da Pro D Tea ressaltou que em seis anos metade da população nascera dentro do espectro e que se não houver um desenvolvimento do potencial dessas crianças, não haverá contribuintes nos próximos anos. “Chegou a um momento que eles não conseguem mais fechar os olhos para tudo isso que está acontecendo e providências precisam ser tomadas”.

Durante a apresentação na audiência pública, Carolina fez um alerta para todos que estão se dedicando na construção de normas e regras que visam contribuir com a melhoria da qualidade de vida dessa população. “Criam-se políticas públicas sem levar em consideração o que está na lei 12.764/12, e nãoconsultar as pessoas que estão envolvidas”.

Em Campo Grande, diversas ações estão sendo feitas para as pessoas com TEA como a Semana Municipal de Conscientização do Autismo, instituída pela Lei 5.861/17. Além dessa, outras leis também foram implantadas para que o atendimento para as pessoas com autismo fossem executados com maior clareza e amplitude.

O debate sobre o tema é fundamental para promover essa conscientização e o vereador Fritz, que também faz parte da comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, tem realizado encontros para discutir essas melhorias. Em outubro do ano passado, o parlamentar propôs uma audiência pública que foi realizada na Casa de Leis municipal com o objetivo de promover um melhor mapeamento e ampliar o cadastro dos portadores da síndrome Em Campo Grande.

“Tivemos um amplo debate e conhecemos cada vez mais as necessidades das pessoas que atuam com essa população, além de entender mais profundamente quais são os desafios pelas quais quem tem o transtorno passa. Foi um encontro bastante produtivo e estamos focados para atender essa demanda”, lembrou Fritz.

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