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01/07/2019 20:38h
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Fritz leva equipes de saúde para aplicação de testes de DSTs em comunidade indígena

Fritz leva equipes de saúde para aplicação de testes de DSTs em comunidade indígena

Uma parceria entre o vereador Enfermeiro Fritz e a prefeitura de Campo Grande resultou na aplicação de testes rápidos para identificação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) para os moradores da Comunidade Indígena Vila Romana, na região leste de Campo Grande. A ação aconteceu na manhã do último sábado (28) e mais de 20 pessoas, entre jovens e adultos, realizaram os exames voltados para verificação das doenças Hepatites B e C, Sífilis e HIV.

Uma equipe do Centro de Testagem Rápida (CTA) e profissionais que atuam com Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) conversaram com os moradores, que em sua maioria era da etnia indígena Terena, sobre a importância de deixar os exames em dia e as diversas formas de prevenção contra as infecções relacionadas ao sexo.

“Queremos ampliar esse atendimento para que possamos evitar um aumento de casos, antes que vire uma epidemia. Por isso, é importante que possamos estar presente nas comunidades mais afastadas, onde os índices ainda são muito altos”, disse Fritz.

Para a dona de casa Edília Mariano Jorge, 40, a presença dos profissionais de saúde na comunidade ajuda na questão dos cuidados. Ela ressaltou que fez todos os testes pela primeira vez e que precisava de mais informações referentes ao tema. “Faz dias que queria fazer esses exames, mas o tempo não permite. Para irmos ao posto precisamos madrugar e tinha muitas dúvidas”, explicou.

A desinformação sobre detalhes alusivos as ISTs é um complicador muito grande, provocando um aumento de casos. Levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) mostrou que houve mais de 1.500 casos de Sífilis em 2018, sendo que a faixa etária que mais possui a doença está entre os 20 e 49 anos.

Mesmo com todo alerta realizado pelas entidades de saúde, Fritz destacou que é fundamental que as pessoas conversem entre si sobre o assunto. O estudante Luiz Felipe Gomes da Silva Barreto, 16, que também fez os testes pela primeira vez disse que esse é um tema que não conversa com os amigos. “Nós não falamos sobre isso, mas acho que seria importante”.

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