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01/10/2019 15:09h
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Vereador Fritz faz novos questionamentos à SESAU para melhorar atendimento

Vereador Fritz faz novos questionamentos à SESAU para melhorar atendimento

Na manhã da última segunda-feira (30), o vereador Enfermeiro Fritz (PSD), acompanhou a apresentação das contas da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), referente ao 2º quadrimestre deste ano, durante audiência pública solicitada pelas Comissões de Saúde e de Finanças e Orçamento, e pediu mais informações sobre investimentos, repasses de recursos e ações estratégicas para ampliar o atendimento à população campo-grandense. 

Estiveram presentes ainda os vereadores Dr. Lívio, Cida do Amaral, Odilon de Oliveira, Dr. Cury e William Maksoud, além de representantes de diretorias e superintendências do órgão público.

Após a apresentação do secretário municipal de Saúde, José Mauro Pinto de Castro Filho, o vereador Fritz destacou que haveria uma contradição nos dados apresentados, já que os repasses estariam em dia e há informações de que hospitais da capital estão sofrendo por não terem recursos para aquisições de insumos.

Fritz também ressaltou que durante relatórios anteriores seriam encaminhadas informações sobre resultados de outros acompanhamentos. Neste ponto, o parlamentar exemplificou que foram feitas solicitações sobre o Hospital Santa Casa e a equipe móvel, mas que ainda não haveriam dados. “Gostariamos de saber os resultados que não foram implementados e se a gestão acatou as orientações ou se não foram adiante”, disse. Outro ponto abordado foi sobre o pedido dos percentuais de procedimentos que haviam sido cobrados e não foram realizados. “Esse dinheiro foi recuperado?”, perguntou. 

Ainda durante seus questionamentos, Fritz afirmou não ter observado no relatório apresentado nenhuma atuação dentro da área de convênios e de pontos nefrálgicos, como o sistema de regulação, lista de espera, do Sistema de Regulação (SISREG) e sobre a atuação com relação a diminuição do absenteísmo, ou seja, as ausências dos servidores nos postos de trabalho, que, segundo ele, pode ser de 38% em algumas ações de especialidades.

O secretário de saúde afirmou que a gestão está buscando espaços para ampliar a assistência em Campo Grande e ressaltou que a Sesau atua em duas frentes de trabalho para buscar esse resultado. Segundo ele, a primeira é em relação a atentar em qual situação nós conseguimos ser mais produtivos e eficientes com menor recurso e o segundo ponto é no aumento de receita. “Estivemos analisando todas as unidades com relação ao que nós temos. Há uma perspectiva financeira de cerca de R$ 38 milhões que antes era pago pela prefeitura e agora será pago pelo Ministério da Saúde”, exemplificou.

Já o diretor de Relações Institucionais da Secretaria, Antonio Lastória, destacou que não houve nenhuma solicitação oficial sobre os relatórios. “Esses dados fazem parte do relatório quadrimestral, o resumo das auditorias concluídas, em andamento e solicitadas. O próprio Ministério Público, de dentro de uma auditoria civil, ele pede um ou outro dado”.

Fritz alertou ainda com relação aos indicadores que não atingiram a meta e mostrou-se preocupado com relação a aplicação de atividades que busquem ampliar esse atendimento. Ele citou, como exemplo, o exame citopatológico do colo de útero. “Observamos na prática com relação ao negligenciamento do HPV, que é um dos grandes fatores que evolui para um câncer de colo de útero. A gente observa também uma redução no número de coletas, essa oferta da atenção básica interfere no indicador”, disse.

O vereador alertou para a dificuldade de acesso das pacientes na busca dos exames e do agendamento nas unidades de saúde. Segundo ele, há uma dificuldade quando as mulheres vão marcar o pré-natal e uma baixa continuidade do acompanhamento dentro dos critérios propostos pela Rede Cegonha, que são cinco consultas médicas, duas consultas de enfermeiro e uma de puerpério. “Há pacientes que levam três meses para agendar uma consulta nas unidades básicas”, disse.

A superintendente da Rede de Atenção à Saúde, Ana Paula Gonçalves de Lima Resende, destacou que vários fatores têm contribuído com a baixa procura das mulheres para realizarem o exame do HPV. Ela destacou que há uma busca incessante, onde tem um corpo técnico coeso na Secretaria, que promove ações e analisa dados estatísticos de todos. Apesar disso, ela reconheceu que nos últimos anos não foram alcançadas as metas do exame preventivo.

Dentre os fatores, segundo Ana, está um déficit de 29% no número de mulheres que realizam os exames na saúde suplementar e que esses dados não são repassados para a Secretaria de Saúde para que sejam computados no programa. “Os laboratórios de saúde suplementar são obrigados a informar somente os casos alterados. Se informassem o número de procedimentos realizados, haveria um melhor monitoramento da população feminina. Não é possível fazer o rastreamento efetivo se não tiver os dados da saúde suplementar”, explicou. Ela destacou ainda que nas campanhas de prevenção há um alcance de 85% da meta, em média. “Se analisarmos, não é um número bom. Mesmo que alcancemos 100% não teremos uma totalidade das informações por causa da saúde suplementar”, disse.

Finalizando a participação no evento, Fritz destacou que um dos grandes desafios é o acesso da população ao diversos serviços preventivos.

Investimentos

Segundo dados apresentados pelo secretário de Saúde, foram aplicados 20,31%, calculados sobre a receita de impostos líquidos e transferências. O montante está R$ 67,4 milhões acima do valor constitucional, que estabelece que 15% da receita seja aplicada em saúde. 

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