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18/10/2019 15:10h
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Aumento de casos de Sífilis em Campo Grande preocupa e vereador Fritz faz alerta

Aumento de casos de Sífilis em Campo Grande preocupa e vereador Fritz faz alerta

Com um crescimento expressivo no número de incidências de Sífilis, tanto em jovens quanto em adultos, o vereador enfermeiro Fritz (PSD), convidou a enfermeira Isabelle Mendes de Oliveira, apoiadora do Projeto “Sífilis Não”, do Ministério da Saúde, a expor, durante a palavra livre, na sessão ordinária desta quinta-feira (17), na Câmara de Vereadores de Campo Grande, o trabalho que vem sendo realizado com a população para conscientizar sobre a necessidade de realização de testes e de métodos de preservação para evitar a infecção. 

Com uma ampliação de mais de 100 casos novos notificados entre os anos de 2017 e 2018, passando de 567 para 677,segundo informações da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, e de mais de 700 ocorrências no comparativo com o mesmo período, de Sífilis adquirida, passando de 1563 para 2262, Fritz destaca que um dos maiores problemas é a negligência de todos os envolvidos. Segundo ele, as novas práticas sexuais e a baixa preocupação com as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), a falta de organização dos serviços públicos e a despreocupação do próprio indivíduo tem sido as principais causas. 

Apesar de ser uma doença de fácil tratamento e curável, o desinteresse da população com relação aos cuidados com as práticas sexuais e a não prevenção com a busca por exames, proporciona um custo ainda maior quando a doença aflora. O vereador lembrou ainda que os investimentos em prevenção contra a AIDS estão garantindo que as gestantes não passem mais a doença para os filhos, mas com a Sífilis ainda há crianças nascendo com a infecção. 

“Antigamente, quem tinha Sífilis era separado da sociedade, como quem possuía a lepra. Eram doenças terríveis. Hoje, nós temos um aumento absurdo de casos. São pacientes que vão dar ônus e preocupação para a família e para o poder público”, destacou.

Com o trabalho dos enfermeiros e a aplicação de programas voltados para a conscientização contra essa doença, Isabelle destacou que a falta de interesse de ambos os lados, tanto poder público quanto população, tem prejudicado a eliminação da Sífilis. “Acredito que não conseguimos erradicar a doença por uma falta de organização, porque nós temos o tratamento e como detectá-la de forma precoce. Então acho que falta um pouco de mais ação de nós, profissionais de saúde, e da gestão poder articular mais e trabalhar mais, tendo em vista todos esses benefícios que nós já temos”, disse. 

A capital sul-mato-grossense está com taxas de detecção muito superiores a média nacional. Dados apresentados pela enfermeira mostram que no país foram notificados mais de 119 mil casos, uma taxa de 58 casos para cada 100 mil habitantes. No mesmo ano, o Mato Grosso do Sul possuiu uma taxa de 111 casos para 100 mil habitantes e os números de Campo Grande são ainda maiores, chegando a 185 casos para 100 mil habitantes. 

Entre as ações apresentadas na Casa de Leis está a ampliação da cobertura de diagnóstico e tratamento, a qualificação das ações de vigilância e o fortalecimento entre vigilância e atenção. Para Isabelle, ações de comunicação, maior atuação dos Comitês de Investigação de Transmissão Vertical e maior debate sobre respostas rápidas nos instrumentos de gestão são ações que contribuem com a divulgação das informações sobre essa IST.

 

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