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07/08/2020 10:45h
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Com Lei sancionada, vereador Enfermeiro Fritz proporciona melhoria dos indicadores para combate a COVID-19

Com Lei sancionada, vereador Enfermeiro Fritz proporciona melhoria dos indicadores para combate a COVID-19

Na última segunda-feira (3), o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, sancionou a Lei número 6.487/20, proposta pelo vereador enfermeiro Fritz (PSD), que obriga as empresas públicas e privadas a notificarem a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) sobre os casos  de suspeita ou contaminação do Coronavírus de colaboradores, trabalhadores e funcionários, visando disponibilizar informações ainda mais precisas e atualizadas sobre o aumento ou controle da doença no município de Campo Grande. Com a notificação, os órgãos públicos passam a criar estratégias eficazes na atuação de combate ao vírus.

As discussões sobre as ações que estão sendo aplicadas pela administração municipal têm sido constantes entre os parlamentares campo-grandenses em todas as Sessões Ordinárias e a atuação efetiva dos edis ajuda a gestão a buscar caminhos para elaborar atitudes mais assertivas. Entretanto, Fritz, durante os trabalhos parlamentares realizados nesta quinta-feira (6), lembrou que é preciso que todos os envolvidos no combate a pandemia possam ter consciência de que é preciso pensar em coletividade.

A lei apresentada pelo parlamentar tende a contribuir com a formação de hábitos que proporcionem melhores condições para todos, buscando atender o tripé econômico, gestor e população. “Hoje, temos os comerciantes e comerciários tendo uma orientação extremamente adequada e efetiva, temos um prefeito atuando com ações restritivas para o nosso município, de acordo com indicadores econômicos e de saúde, e temos a população que não está fazendo a contrapartida, vivendo de forma normal. Com isso, já estamos com uma sobrecarga do serviço de saúde, com um déficit importante de profissionais de saúde”, alertou Fritz.

De acordo com o parlamentar, para iniciar a recuperação econômica do município é preciso que a população também participe, contribuindo com o que é devido, mas com responsabilidade, respeitando orientações sanitárias, decretos e a fiscalização. Os agentes públicos e a população devem estar em consonância para que a curva de casos possa começar a diminuir e não seja necessário atitudes mais enérgicas, como o fechamento das atividades comerciais e sociais no município. Com um crescente risco, a curva de casos continua aumentando. Segundo dados epidemiológicos divulgados pela Sesau até a última quarta-feira (5), Campo Grande já teve mais de 60 mil casos notificados e 11 mil confirmados. Em todo o município foram registradas 156 mortes.

Para o presidente da Federação das Associações Empresariais de Mato Grosso do Sul (Faems), Alfredo Zamlutti Junior, esta é “uma medida de grande alcance no combate ao COVID-19, que ajuda no controle sem tomar atitudes precipitadas e incoerentes como fechar comércio”. Ainda segundo ele, é preciso “adequar saúde com economia através do bom senso e o ideal”.

Desde o início da pandemia em Campo Grande, Fritz tem alertado a população de ações simples para combater a disseminação do vírus. Ainda durante a Sessão Ordinária, o parlamentar voltou a frisar para que a comunidade possa tomar atitude. “Peço para nossa população de fato adotar as medidas, que são simples: uso de máscara, isolamento e cuidado com a higiene. Só assim, nós vamos conseguir ver esse tsunami sendo resolvido em nossa cidade”.

Ele também lembrou sobre os casos de profissionais de saúde que estão sendo afastados do trabalho devido a contaminação. Ainda segundo a Sesau, mais de 1.000 profissionais de saúde já foram contaminados, sobrecarregando as atividades de saúde nas unidades, e lamentou a morte de mais um enfermeiro, que atuava na rede pública, na manhã de hoje. “Fica evidente que a COVID-19 tem cara, personalidade tem pessoas. Pessoas próximas e os profissionais da saúde são um grupo que estão extremamente vulneráveis a questão da COVID. É lamentável vermos cada vez mais baixas nos serviços por afastamento e óbito por profissionais de saúde”.

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