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20/11/2019 18:35h
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Fritz debate demandas com líderes de religiões de matriz africana

Fritz debate demandas com líderes de religiões de matriz africana

Ampliar o debate sobre as legislações voltadas para as religiões, principalmente candomblé, umbanda e vertentes oriundas das crenças originárias dos países africanos, e promover a divulgação das ações das Casas de Oração e dos trabalhos executados pelos religiosos foram alguns dos temas discutidos em reunião com cerca de 10 entidades na manhã desta quarta-feira (20), na Câmara dos Vereadores de Campo Grande. O encontro foi proposto pelo vereador Enfermeiro Fritz (PSD), após solicitação de representantes. Este é o segundo encontro com entidades realizadas pelo parlamentar.

Para o vereador, é preciso a unificação das Casas de Oração com o objetivo de trabalhar demandas públicas que beneficiem a todos. Existem algumas legislações que ainda não estão sendo cumpridas e que precisam ser efetivadas, beneficiando a todos os religiosos, independente da crença. “Neste momento precisamos saber quem somos, quantos somos e onde estamos para poder levar as demandas adiante. Vamos nos estruturar para poder cobrar ações mais efetivas”, explicou.

Já o presidentes da Associação Sotrayorubá, Pai Frank, ressaltou a questão de evitar discussões internas para se conseguir chegar a um consenso e buscar soluções para as demandas de todas as casas. Com cerca de 400 casas cadastradas em Campo Grande, o intuito do vereador Enfermeiro Fritz é ampliar o debate e garantir que leis que já existem possam ser implementadas para que os benefícios concedidos possam promover o desenvolvimento dos locais, aumentando o atendimento para a população com trabalhos sociais e educativos. Muitas Casas de Oração oferecem atividades de atendimento a comunidade, como doação de roupas e alimentos, atendimento social e psicológico e cuidados com crianças e idosos.

A maior participação do poder público também foi uma das cobranças feitas pelos líderes. Segundo eles, gestores tanto do município quanto do estado não estão cumprindo com as obrigações e as conversas que já foram feitas. Para o presidente da Federação dos Cultos Afro-Brasileiros e Ameríndios do Mato Grosso do Sul (Fecams), Iraci Barbosa dos Santos, conhecido como Babalorixá Irbs, é preciso maior ação das entidades. “Eu já fui até eles e não há conversa. Parece que só atendem a interesses próprios”, disse.

O presidente da Instituição de Matriz Africana Ile Axé Taquarussu, Baba Robson, destacou a questão da legislação voltada para a questão do barulho. Para ele, o preconceito ainda é muito grande e a aceitação das pessoas é maior quando se está fazendo o culto evangélico, que tem maior sonoridade, do que quando se está tocando tambores dentro das orações dos terreiros, onde o barulho é bem mais baixo.

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