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12/08/2020 17:40h
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Vereador Enfermeiro Fritz ressalta que atendimento aos profissionais de saúde deve ser ampliado durante a pandemia

Vereador Enfermeiro Fritz ressalta que atendimento aos profissionais de saúde deve ser ampliado durante a pandemia

Proporcionando que haja um maior debate sobre as metodologias de atendimento aos pacientes e trabalhadores durante a pandemia de COVID-19, o vereador Enfermeiro Fritz (PSD), reforçou o pedido para que a gestão pública atue com mais efetividade e amplie o diálogo com os servidores para aumentar a segurança nos locais de atendimento e na comunidade campo-grandense. A preocupação foi explanada durante uma conversa transmitida ao vivo, na manhã desta quarta-feira (12), nas páginas do Facebook e do Youtube da Câmara de Vereadores de Campo Grande, realizada pela Comissão Especial em apoio ao Combate ao coronavírus da Casa de Leis.

O evento, transmitido toda quarta-feira pela manhã, contou com a participação do vereador e do superintendente de Economia em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), Claudioney de Matos Ramos, da gerente de Saúde do Servidores (Gersau) da Sesau, Jeanne Keila de Almeida Silva Morais, do médico do Trabalho da instituição pública, Dr. Marcos Aurélio Almeida, da também médica do Trabalho da gestão, Paola Oliveira, e do enfermeiro e vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos em Enfermagem de Campo Grande (Sinte-PMCG), Gustavo Moura Maidana. A Comissão é composta pelos vereadores Dr. Lívio (presidente), Eduardo Romero, Pastor Jeremias Flores, Betinho e Delegado Wellington.

Durante a conversa entre os participantes, o parlamentar campo-grandense, enfermeiro Fritz, enfatizou a  postura da Sesau em atender as demandas que estão sendo enviadas para a melhoria do atendimento aos profissionais que estão na linha de frente, mesmo com todas as dificuldades existentes em relação a uma situação que é novidade para toda uma geração. “Com essa pandemia, vicerou a relação empregador e empregado, mas a gente vem observando que na atual gestão da Sesau existe uma grande preocupação em estar atendendo posicionamentos apontados pelo sindicato. Eles estão ali na ponta e conseguem visualizar as necessidades desse grupo”.

Fritz também lembrou que os indicadores mostram uma taxa de contaminação de 40% dos trabalhadores em Campo Grande, provocando uma desordem nas escalas e no serviço de atuação. O parlamentar também apontou que há uma preocupação com relação a ampliação da testagem de pessoas que estão com sintomas de coronavirus na Rede de Atenção Básica (Unidades Básicas de Saúde e da Família – UBS e UBSF). “A urgência e emergência está sendo suprida rotineiramente com materiais adequados, mas e os profissionais que estão nas Unidades de Saúde?”, questionou.

De acordo com a própria Secretaria, há 31 profissionais de Saúde em isolamento por testarem positivo para coronavírus. Algumas ações já foram implementadas pela Sesau para atender a demanda existente dos servidores que estão sob cuidados. A gerente de Saúde do Servidores da (Gersau) da Sesau, Jeanne Keila de Almeida Silva Morais, esclarece que foi produzida uma cartilha com orientações destinada aos profissionais de saúde, as escalas estão sendo feitas para evitar que haja desgaste físico e estão sendo realizadas visitas técnicas para avaliação e supressão da demanda existente nas 71 Unidades de Saúde que estão realizando as testagens rápidas. Além disso, ainda segundo ela, máscaras de proteção N95 e Faceshields estão sendo entregues para aumentar a segurança dos trabalhadores. Além disso, as Secretarias de Saúde, Educação e Gestão e o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG) estão disponibilizando acompanhamento psicológico para todos os trabalhadores que estão em afastamento domiciliar.

“Alertamos sobre os sintomas e disponibilizamos dois polos de atendimento – Centro Regional de Saúde (CRS) Coophavilla 2 e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino – aos servidores”, destacou Jeanne.

Segundo os representantes da gestão, a administração municipal tem disponibilizado Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e realizados os testes em todos os profissionais de saúde. O médico do Trabalho da entidade reforça que apesar disso, é essencial que haja um trabalho de acompanhamento para que os estudos possam comprovar a eficácia dessa metodologia. “Os testes rápidos e sorológicos, que são os marcadores imunológicos, são passiveis de falha. Isso cria uma sensação de falsa segurança no profissional. Temos feito a imunologia pós infecção. Temos que fazer de forma parcimônia e fazer o acompanhamento de cada caso. Fazer a testagem, mas com controle. Hoje o teste padrão ouro é somente quando se faz o PCR, que é o material do vírus no organismo, e temos o diagnóstico do vírus. Por isso é preciso fazer uma associação de todo caso clínico e sorológico do paciente”, destacou Almeida.

Outra preocupação do parlamentar apontada durante a conversa ao vivo, foi com relação aos direitos dos trabalhadores que forem contaminados com o vírus. Fritz alertou que é preciso que o IMPCG se posicione com relação a classificação do COVID-19 como acidente de trabalho para que o trabalhador possa se nortear quando contaminado, afastado temporariamente ou definitivamente ou até em caso de óbito. “Esta será considerada uma doença ocupacional ou um acidente de trabalho?”. O pedido também foi reforçado por Gustavo Maidana, que destacou que é necessário que haja uma especificação das condições de reconhecimento para que o servidor não possa ser lesado ainda mais.

E ao encerrar, Fritz solicitou que a Sesau encaminhe um documento oficial com o intuito de orientar os gerentes das Unidades de Saúde para que expliquem a necessidade do servidor de fazer a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e que não demonstre resistência ao pedido do trabalhador. “Os profissionais não estão fazendo porque, muitas vezes, não sabem que precisam desse documento para garantir os direitos”.

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